Sem produtividade não há sustentabilidade

lições do Agro e da Embrapa

Autores

  • Pedro Abel Vieira Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Brasília, DF.
  • Antonio Marcio Buainain Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.
  • Eduardo Matos Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Brasília, DF.

Resumo

O Brasil convive, há décadas, com um paradoxo desconfortável: tem talentos, recursos e mercado, mas avança pouco quando o assunto é produzir mais e melhor com os mesmos insumos. Ou seja, a produtividade — indicador central da eficiência com que trabalho, capital e recursos naturais são utilizados — permanece estagnada por longos períodos, limitando o crescimento econômico de longo prazo. Esse tema, recorrente nos diagnósticos sobre o desenvolvimento brasileiro, não é um debate meramente técnico. A produtividade define renda, competitividade, capacidade fiscal, qualidade dos empregos e, em última instância, o espaço de escolhas do país. Por isso, sua centralidade é inescapável. Ao mesmo tempo, existe uma exceção brasileira amplamente reconhecida: a agricultura. Enquanto boa parte da economia apresenta desempenho modesto, o Agro avançou de forma consistente, sobretudo pela incorporação contínua de tecnologia, ciência aplicada e melhorias organizacionais. A questão relevante, portanto, não é se a produtividade pode crescer no Brasil — ela pode. A questão é como transformar essa exceção em regra.

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Publicado

2026-06-08

Como Citar

Vieira, P. A., Buainain, A. M., & Matos, E. (2026). Sem produtividade não há sustentabilidade: lições do Agro e da Embrapa. Revista De Política Agrícola, e02098. Recuperado de https://rpa.sede.embrapa.br/RPA/article/view/2098